Com trilha sonora de Don Davis - Final Flight of the Vigilant; The trainman Cometh e Why. Mr. Anderson? - Trilha de Matrix, animações da NASA e coletadas no buscador Altavista, com textos do site Espaço Seraphis Bey. Produção de Julio Wandam para o Movimento Os Verdes de Tapes/RS.
02 abril 2011
Os Maias e ano 2012
Com trilha sonora de Don Davis - Final Flight of the Vigilant; The trainman Cometh e Why. Mr. Anderson? - Trilha de Matrix, animações da NASA e coletadas no buscador Altavista, com textos do site Espaço Seraphis Bey. Produção de Julio Wandam para o Movimento Os Verdes de Tapes/RS.
05 fevereiro 2011
Os nove limites do planeta
Johan Rockström, é professor de gestão de recursos naturais na Universidade de Estocolmo e director executivo do Stockholm Environment Institute e do Stockholm Resilience Centre. É um cientista reconhecido internacionalmente em questões de sustentabilidade global, tendo liderado uma nova abordagem ao identificar nove processos chave e os respectivos limites (Limites Planetários ou planetary boundaries), a partir dos quais o sistema global entra em desequilíbrio e risco de colapso. Segundo o estudo, em que trabalhou com mais 29 cientistas, dos nove limites, três foram já ultrapassado!
http://www.ted.com/talks/johan_rockstrom_let_the_environment_guide_our_development.html
Boa sorte.
21 janeiro 2011
A ponta do iceberg
O meio ambiente contra-ataca Por Jeffrey D. Sachs* |
Em grande medida, nossos sistemas políticos e a política global não estão preparados para os grandes desafios reais do mundo atual. O crescimento econômico global e o aumento das populações estão pressionando como nunca antes o ambiente físico e estas pressões, por sua vez, estão trazendo desafios sem precedentes para nossas sociedades. No entanto, os políticos sabem muito pouco destas tendências. Os governos não estão preparados ou organizados para fazer frente a estes desafios. Com isso, as crises que são eminentemente ambientais são tratadas com as estratégias obsoletas da guerra e da diplomacia.
Vejamos, por exemplo, a situação de Darfur, Leste do Sudão, onde um horrível conflito está sendo abordado com ameaças de força militar, sanções econômicas e, em geral, com uma linguagem de guerra e manutenção da paz. No entanto, a origem indubitável do problema é a extrema miséria da região, que piorou desastrosamente durante os anos 80 por conta de uma seca que está durando até hoje.
Isso leva a crer que as mudanças climáticas de longo prazo estão levando a menos precipitações não apenas na região do Sudão, mas também em grande parte da África imediatamente abaixo do Deserto do Saara – uma área onde a vida depende das chuvas e a seca significa morte. Dafur está atolado em uma armadilha mortal induzida pela seca, mas a ninguém ocorreu ainda abordar esta crise sob uma perspectiva de desenvolvimento de longo prazo em lugar de uma perspectiva de guerra.
A Região precisa mais de uma estratégia de água do que de uma estratégia militar. Seus sete milhões de habitantes não podem sobreviver sem um novo enfoque, que lhes dê a oportunidade de cultivar e dar de beber a seus animais. No entanto, todas as práticas das Nações Unidas abordam o tema através de sanções e exércitos, e não se vislumbra um caminho que conduza à paz.
A pressão sobre a água está se convertendo em um importante obstáculo para o desenvolvimento econômico em muitas partes do mundo. A crise da água em Gaza é causa de doenças e sofrimento entre os palestinos, e é uma das principais fontes de tensão entre palestinos e israelenses. Mais uma vez são gastos milhões de dólares em bombardeios e destruição, enquanto não se faz praticamente nada em relação à crescente crise de água.
China e Índia também terão de enfrentar grandes crises de abastecimento de água nos próximos anos, com conseqüências potencialmente terríveis. O rápido desenvolvimento econômico destes dois gigantes se iniciou há quarenta anos, com a introdução de maiores safras agrícolas e o fim da fome. No entanto, parte deste aumento da produção agrícola foi ajudado por milhões de poços cavados para trazer à superfície a água subterrânea. Agora o nível dos lençóis freáticos está abaixando a um ritmo muito perigoso.
Se extrai água muito mais rápido do que a reposição dos aqüíferos. Além disso, tirando os padrões pluviais, as mudanças climáticas estão alterando o fluxo dos rios, já que os glaciares que oferecem uma grande quantidade de água para irrigação e uso doméstico estão derretendo mais rapidamente por conta do aquecimento global. A neve das montanhas está derretendo mais cedo do que de costume, o que significa também menos água nos rios no verão.
Por todas estas razões Índia e China estão experimentando sérias crises de água, e é provável que o problema se intensifique no futuro. Para os Estados unidos também há riscos. Os estados do meio-oeste e do sudoeste já experimentaram uma séria seca que já pode ser resultado do aquecimento global, e os estados onde há produção granjeira dependem muito da água e de uma enorme reserva subterrânea que está quase acabando devido à superexploração.
Do mesmo modo que as pressões sobre a oferta de petróleo e gás elevaram os preços da energia, as pressões ambientais poderiam agora elevar os preços dos alimentos e da água em muitas partes do mundo. Devido às ondas de calor e secas, além de outras pressões do clima este ano nos Estados Unidos, Europa e Austrália, os preços do trigo estão disparando a seus níveis mais altos em décadas. Assim, as pressões ambientais estão corroendo os lucros e afetando as receitas e os meios de subsistência em todo o mundo.
Com o aumento das populações, o crescimento econômico e as mudanças climáticas, vamos enfrentar a intensificação das secas, furacões, tufões, o El Nino, pressões sobre a água, extinções de espécies e outros problemas. Os temas mais brandos do meio ambiente e do clima se converteram em temas urgentes e estratégicos para o século XXI.
No entanto, nossos governos e a política Mundial apenas tomam conhecimento desta verdade fundamental. As pessoas que falam de fome e da crise ambiental são tratadas como “sonhadores estúpidos” diante dos “realistas práticos” que se ocupam da guerra e da paz. Isto é uma bobagem. Os chamados “realistas” simplesmente não entende as fontes das tensões e pressões que estão conduzindo a um mundo crescente de crises em todo o mundo.
Todos os nossos governos deveriam estabelecer Ministérios do Desenvolvimento Sustentável, com dedicação integral para tratar dos vínculos entre as mudanças ambientais e o bem estar humano. Os Ministérios de Agricultura não pderão lidar sozinhos com as carências de água que serão enfrentadas pelos agricultores. Os Ministérios da Saúde não conseguirão administrar o aumento das doenças contagiosas provocadas pelo aquecimento global.
Os Ministérios de Meio Ambiente não poderão enfrentar as pressões sobre os oceanos e florestas, ou as conseqüências de fenômenos climáticos extremos como o furacão Katrina, do ano passado, ou o tufão Saomai, o pior que já atingiu a China em Muitas décadas. Um novo e poderoso ministério deveria encarregar-se de coordenar as respostas às mudanças climáticas, as pressões sobre a água e outras crises dos ecossistemas.
A nível global, os governos do mundo deveriam entender que os tratados que assinaram em anos recentes sobre o clima, o meio ambiente e a biodiversidade são ao menos de igual importância para a segurança global do que todas as zonas de guerra e conflitos que ganham as manchetes da mídia, os orçamentos e a atenção.
Ao concentrar-se nos objetivos subjacentes ao desenvolvimento sustentável nossos governos poderiam mais facilmente acabar com as crises atuais e evitar muitas outras no futuro.
*Jeffrey D. Sachs é professor de economia e Diretor do Instituto da Terra da Universidade de Columbia -http://www.project-syndicate.org/
**Tradução: Adalberto Wodianer Marcondes
***Nota do editor: Este texto foi publicado pela primeira vez na Envolverde em 2006. No entanto, pela atualidade, mereceu ser republicado.
07 janeiro 2011
Menos calor, mais frio
18 dezembro 2010
A verdade do IPCC
Porque não falam eles do Pico do Petróleo?
Porque é que a comunicação social fala SEMPRE das mesmas coisas e NUNCA de certas coisas? Porque será que não falam do PICO do PETRÓLEO e o colapso que vai gerar, se não se mudar o estilo de vida e se não se apostar forte noutras fontes de energia? Vejam o vídeo abaixo, saibam um pouco mais aq...Ver mais
Porque é que a comunicação social fala SEMPRE das mesmas coisas e NUNCA de certas coisas? Porque será que não falam do PICO do PETRÓLEO e o colapso que vai gerar, se não se mudar o estilo de vida e se não se apostar forte noutras fontes de energia? Vejam o vídeo abaixo, saibam um pouco mais aq...Ver mais
14 outubro 2010
Trabalho temporario ou estagio
Depois do natal muita gente vai ser demitida, aquele papo "quem sabe o ano que vem vc pode trabalhar aqui de novo".
Como se o resto do ano as pessoas não comem, não tem despesas e nem vivem. HIBERNAM até novembro...
Ou vivem da promessa se for bem, nos a efetivamos...
Imagino como essas pessoas ficam a toa sem ter a quem recorrer, e agora, apenas foram usadas como um trapo !
Só quero levantar a peteca...Boa sorte.
09 setembro 2010
Democracia agora.
por Arnaldo Jabor
VOTE NA DILMA !
As promoções da época!
Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.
Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
Não pense que a promoção termina aqui.
Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S. Paulo.
Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniformede guerrilheiro e sequestrador.
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.
Tudo isto e muito mais!
TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN
Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:
'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa.
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.
(ARNALDO JABOR)
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, 'explicáveis' demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo!
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz!
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!
E a população ignorante engole tudo... Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...
Está havendo uma desmoralização do pensamento.
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!
12 agosto 2010
saúde pública ou não...

Norma chegou ao meu consultório bastante agitada. “Tenho 48 anos, sou separada há 15 e já me esqueci de quando foi a última vez que fiz sexo. Acho ótimo sair com as minhas amigas; vamos ao cinema, teatro, viajamos, fazemos almoços...mas isso não basta. O que eu faço com o meu tesão? As mulheres que conheço reclamam da mesma coisa. Uma chamou um garoto de programa para ir à casa dela. Mas eu tenho medo. Sei lá se é um ladrão ou mesmo um assassino. Outro dia eu estava pensando: se existisse um bordel para as mulheres fazerem sexo em segurança, seria tão bom...”
O sexo sempre teve destaque na história da humanidade. Dependendo da época e do lugar, foi glorificado como símbolo de fertilidade e riqueza ou condenado como pecado. A condenação do sexo surgiu com o patriarcado há cinco mil anos. No início, restringia-se às mulheres, para dar ao homem a certeza da paternidade, mas com o cristianismo a repressão sexual generalizou-se.
A partir das décadas de 1960/70 a moral sexual sofreu grandes transformações, mas o sexo continua sendo um problema complicado e difícil. Muitas pessoas dedicam um tempo enorme de suas vidas às fantasias, desejos, temores, vergonhas e culpas sexuais. Entretanto, estudos científicos comprovam cada vez mais a importância do sexo para a saúde física e mental.
Carmita Abdo, médica e coordenadora do Prosex (Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo), afirma que as pessoas que têm relações sexuais com regularidade conseguem equilibrar seus hormônios e estimular suas potencialidades. Além de aumentar a autoestima e o ânimo para trabalhar e para enfrentar os problemas do dia-dia.
Um estudo americano afirma que ter relações sexuais duas vezes por semana ajuda a diminuir a incidência de diabetes e a reduzir a tensão arterial. O "American Journal of Cardiology" garante que o sexo ajuda a proteger o coração. Pesquisas realizadas pela Universidade de Nova Iorque mostram que o sexo pode melhorar o sistema imunológico, suprimir a dor e reduzir a enxaqueca. Segundo outro estudo americano recente, pessoas que praticam sexo com frequência vivem mais e correm menos risco de desenvolver câncer.
Resultados semelhantes aos dos Estados Unidos foram encontrados em uma série de estudos realizados na Inglaterra, Suécia, França e Alemanha. Até a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) dá destaque ao tema, colocando a atividade sexual como um dos índices que medem o nível de qualidade de vida.
Diante de todos esses dados, observamos um paradoxo. Um número enorme de pessoas não faz sexo. Elas desejam muito, mas não têm com quem. Se levarmos a sério todos os estudos científicos, e acredito que devemos levar, só podemos concluir que estamos diante de um caso de saúde pública. O Ministério da Saúde deveria se pronunciar. Ou será que estou enganada?
mais...
05 agosto 2010
Novo governo Brasileiro
03 julho 2010
relatorio WWI - AKATU
por 189 países em setembro de 2000,
expressa a decisão da comunidade internacional
de reduzir à metade, até 2015, o número
de pessoas que vivem com menos de um
dólar por dia. De acordo com o "World
Development Report", porém, em muitos
países, onde as taxas de crescimento foram
negativas, o avanço econômico permanece
abaixo do nível considerado necessário para se
atingir os Objetivos de Desenvolvimento do
Milênio. Um bilhão e meio de pessoas no
mundo continuam abaixo da linha da pobreza,
sobrevivendo com menos de US$ 1,25
por dia.
O compromisso com investimentos internacionais
destinados à diminuição do fosso e
da desigualdade social entre populações de
elevado consumo, que movimentam mercados
concentrados, e o 1/5 da humanidade
que luta para sobreviver, é um desafio a ser
enfrentado. Tal esforço, porém, resultaria
apenas parcialmente bem sucedido na ausência
de uma equação capaz de frear o consumismo
concentrado e impulsionar o quanto
antes o consumo sustentável – equação esta
que passa, entre outros fatores, por uma profunda
mudança cultural e comportamental.
Tal mudança na cultura do consumo é a
proposta trazida ao debate pelo Estado do
Mundo 2010, relatório anual do WWIWorldwatch
Institute, editado há 28 anos
consecutivos em cerca de 30 idiomas e publicado
em língua portuguesa no Brasil desde
1999 pela UMA-Universidade Livre da Mata
Atlântica, representante do WWI no Brasil.
Neste ano, a edição se faz em parceria com o
Instituto Akatu, organização que se destaca
no trabalho pela transformação do comportamento
do consumidor como fator essencial,
dentro do tripé empresa–governo–sociedade
civil, para o encaminhamento de soluções voltadas
para a sustentabilidade.
Essa transformação, urgente, tem como
pilar uma maior conscientização do consumidor
quanto às consequências de seus atos de
consumo. Nesse passo, é também fundamental
levá-lo a perceber que, em adição a buscar
maximizar os impactos positivos e minimizar
os negativos de seus próprios atos individuais,
cabe a ele mobilizar outros consumidores na
direção de um consumo consciente; apoiar o
esforço das melhores empresas em responsabilidade
sócio ambiental, pressionando-as
diretamente e comprando os seus produtos,
assim como valorizando as novas tecnologias
por elas desenvolvidas; e pressionar os governos
na direção de uma atuação administrativa
própria mais sustentável, do provimento de
serviços que facilitem a ação do consumidor
consciente (por exemplo, a coleta seletiva de
resíduos) e da regulação e legislação referentes
aos atributos dos produtos e à operação
das empresas. Dessa maneira, o consumidor
consciente terá um papel expandido para
muito além de seus gestos individuais.
Integrando de modo concreto os esforços
no sentido dessa mudança cultural tão indispensável
e da co-relata democratização da
informação, o WWI, com o apoio do
Instituto Akatu, disponibiliza para download
gratuito, em língua portuguesa, o presente
relatório anual. Assim, executivos de empresas
e responsáveis governamentais, estudiosos,
jornalistas, pesquisadores, professores e
alunos de instituições públicas ou privadas,
têm à sua disposição análises, pesquisas,
dados, informações e estatísticas confiáveis,
Apresentação da edição brasileira
ESTADO DO MUNDO 2010
WWW.WORLDWATCH.ORG.BR
Apresentação à edição brasileira
XII
abrangentes, muitas vezes inéditos, de extensão
planetária, capazes de municiá-los em seu
empenho não só pelo necessário cumprimento
das metas do milênio como também por
uma mudança imediata, aprofundada a cada
dia, em favor de uma vida mais saudável,
ambiental e socialmente responsável, rumo a
um mundo sustentável que, dessa forma,
poderá passar do sonho à realidade.
Eduardo Athayde
Worldwatch Institute-Brasil
Helio Mattar
Instituto Akatu
...pra baixar:Instituto Akatu
19 junho 2010
Outro "ninguém" fala no nosso fim por aqui...
Espécie humana estará extinta em 100 anos, diz cientista
Célio Yano* - 18/06/2010
A espécie humana estará extinta em menos de um século. A previsão nada otimista é do conceituado biólogo australiano Frank Fenner, professor da Universidade Nacional Australiana e um dos responsáveis pela erradicação da varíola.
Em entrevista ao jornal "The Australian", publicada nesta quinta-feira, dia 17 de junho, ele explicou que por conta "da explosão demográfica e do consumo desenfreado" a humanidade não será capaz de sobreviver. "Seremos extintos. Tudo o que fizermos agora será tarde demais", disse o pesquisador, hoje com 95 anos.
A afirmação foi feita durante uma rara ocasião em que Fenner se dispôs a falar com a imprensa. Membro da Academia Australiana de Ciência e da Sociedade Real, o biólogo já publicou centenas de artigos científicos e escreveu, sozinho ou em parceria, 22 livros.
"Como a população continua a crescer para sete, oito ou nove bilhões haverá muito mais guerras por alimentos", diz. "Os netos de gerações de hoje enfrentarão um mundo muito mais difícil."
Polêmico, ele credita ainda à falta de ação para se reduzir emissões de gases do efeito de estufa o trágico destino da humanidade. "Vamos sofrer o mesmo que o povo da Ilha de Páscoa", afirmou. "A mudança climática está apenas no começo. Mas nós estamos vendo mudanças notáveis desde já".
"A espécie Homo sapiens será extinta, possivelmente dentro de 100 anos", disse. "Um monte de outros animais também serão. É uma situação irreversível. Eu acho que é tarde demais. Tento não me manifestar sobre isso, porque as pessoas estão tentando fazer alguma coisa".
O jornal The Australian lembra que a opinião de Fenner é compartilhada por outros cientistas, porém abafada na discussão entre os pesquisadores que creem e os que são céticos em relação às mudanças climáticas.
Na semana que vem Fenner fará a abertura do simpósio sobre Clima, Planeta e Pessoas Saudáveis, na Academia Australiana de Ciência. Em 1980, durante uma Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas, foi ele quem anunciou a erradicação global da varíola, única doença a ser considerada erradicada em todo o mundo.
*Nota publicada no portal Exame.com
06 junho 2010
Vai a pé ou ...
Em países de grandes extensões, com cidades superpovoadas, praticamente sem transporte ferroviário e com poucas centrais termoelétricas, como o Brasil, a contribuição dos sistemas de transporte para a poluição do ar é seguramente bem maior (desconsiderando o uso da terra). Poluição essa que não se limita aos compostos químicos que aquecem a atmosfera, mas que também inclui poluentes como material particulado em suspensão e variados gases, todos eles danosos à saúde humana e à saúde ambiental. Esse é um problema marcante em centros urbanos.
Nos países mais civilizados, ainda existem os desafios de engarrafamentos e da consequente poluição atmosférica (Los Angeles é um exemplo), mas de um modo geral essas questões foram minimizadas pela oferta de sistemas públicos de transporte inteligentes e eficientes e pelo rigor das leis, como a da concentração máxima tolerável de poluentes por veículo.
É fundamental uma revolução nos sistemas de transporte, principalmente nos centros urbanos. Um conjunto extenso de medidas precisa ser adotado. Abordarei apenas alguns deles. Para se diminuir o consumo de combustíveis e a poluição gerada, evitando que se inviabilize a mobilidade urbana, deve-se reduzir os seguintes itens:
A quantidade de deslocamentos realizados,
A extensão desses deslocamentos,
Os modos de transporte utilizados e
O consumo específico de energia dos diferentes modos
(Márcio D’Agosto – PET/COPPE, 2010)
A utilização intensa do automóvel conspira contra qualquer iniciativa de racionalização de sistemas de transporte. Para qualquer planejamento desse setor, é imprescindível o conhecimento da eficiência dos modos de transporte em termos de energia primária requerida [Megajoules/passag.km]. O Prof. Márcio D’Agosto apresenta um estudo sobre diversos modos (em ordem decrescente de eficiência):
1º - bicicleta
2º - caminhada
3º - veiculo leve sobre trilhos (VLT)
4º - trem metropolitano elétrico (como o metrô)
5º - trem metropolitano a diesel
6º - microônibus
7º - ônibus convencional
8º - automóvel pequeno a gasolina
9º - automóvel grande a gasolina
O consumo energético por passageiro versus quilômetro do automóvel grande é quase dez vezes o do VLT e sete vezes o do trem elétrico. Mesmo o ônibus convencional tem uma eficiência insatisfatória se comparado com quaisquer dos trens ou com microônibus. Entre os modos de transporte estudados, a bicicleta é o que se revela mais eficiente, com um rendimento 15 vezes melhor do que o do automóvel pequeno.
No entanto, por maiores que sejam os avanços para reduzir a emissão de poluentes e reduzir o desperdício de petróleo em engarrafamentos cada vez mais frequentes e intensos, eles estão sendo superados por uma produção sem precedentes de carros no mundo. Em 2007 fabricou-se 70,9 milhões de unidades de automóveis e pequenos veículos de carga (até 1800 kg). Em função da crise econômica mundial, houve queda na produção global de veículos em 2008 (e possivelmente também em 2009), mas a tendência é de retomada no crescimento de vendas, principalmente se considerarmos o poder desse segmento industrial somado ao das companhias de petróleo e ao das empreiteiras.
"Somente em março foram vendidos 331 mil carros. Prevê-se, para este ano um aumento nas vendas de 8%. Se essa taxa de crescimento se mantiver constante, a frota total dobra em apenas nove anos!"
Entre 1960 e 2000, a fabricação mundial de carros subiu de 12,8 milhões para 41,3 milhões de unidades, um acréscimo de 223% (em comparação, a população humana aumentou 102% no mesmo intervalo de tempo). No Brasil, foram vendidos cerca de 800 mil carros no 1º semestre de 2010. Somente em março foram comercializadas 331 mil unidades. Prevê-se, para este ano um aumento nas vendas de 8%. Se essa taxa de crescimento se mantiver constante, a frota total dobra em apenas nove anos!
Mundialmente, entre 1952 e 1992, o total de passageiros X quilômetros rodados de veículos pulou de menos de 250 bilhões passag.km para quase 650 bilhões passag.km, um aumento de cerca de 160%, bem superior ao crescimento da população global, que, nesse mesmo período, foi de 108%.
Ora, como as ruas não aumentam nas cidades, nem em número nem em dimensões, é óbvio que esse comércio frenético de automóveis é o fermento do caos urbano. Novas vias podem ser abertas somente na periferia, o que obriga a maiores deslocamentos, agravando ainda mais os efeitos do tráfego intenso.
É inegável que a política míope de estimulo ao transporte individual motorizado é absolutamente insustentável, tanto no uso de recursos naturais, como pela geração de poluição e pela crescente inviabilização dos deslocamentos urbanos.
O poderoso lobby pró veículos a combustão impôs o modelo insensato de uso intenso de carros nas cidades e de caminhões e ônibus nas estradas. Essa situação é claramente evidente no Brasil, onde a indústria do petróleo, juntamente com as montadoras e as empreiteiras de estradas, enterraram um sistema incipiente de transporte ferroviário.
À tendência de baixa dos preços de veículos, soma-se a política equivocada do governo no estímulo a economia. Isto foi mais marcante na crise econômica mundial de 2008, quando o governo federal retirou impostos dos carros mais baratos (e agora de motos), incentivado a venda e, ao mesmo tempo, a saturação das vias públicas, principalmente nas cidades médias e grandes.
Não são necessárias muitas considerações para se constatar o óbvio: os engarrafamentos quase permanentes em cidades como Rio e São Paulo provocaram, nos últimos anos, uma queda vertiginosa na velocidade média de suas ruas. A lentidão irritante do tráfego urbano, a par da escassez de vagas, não apenas provoca desperdício de petróleo, um recurso natural não renovável, e aumento na quantidade de horas de trabalho perdidas no trânsito, como a poluição decorrente causa um número cada vez maior de casos de doenças respiratórias, sem falar nos problemas psíquicos. Os prejuízos são, ao mesmo tempo, sociais, ambientais e econômicos (bem, alguns setores lucram sempre com o caos...).
Com a moeda estável e financiamento em até absurdos 70 ou 72 meses, as classes ascendentes podem realizar suas aspirações de possuir um carro novo. Certo, eles também têm o direito a um carro e, “além disso, é um sinal de progresso social e econômico”, como cansei de ouvir. Essa forma superficial de encarar a questão esconde, na verdade, que não há progresso algum, nem para a sociedade como um todo nem para o feliz possuidor do carro novo.
A grande maioria dos que contraem tais financiamentos a perder de vista elegem o automóvel como prioridade número 1. Afinal, o carro ainda é um ícone de sucesso. No entanto, vítimas das armadilhas do consumismo, essas pessoas moram mal, não possuem assistência médica adequada e educam mal os filhos, entre tantas outras deficiências. Sem contar que, em geral, têm pouca prática de direção e a manutenção de seus automóveis deixa a desejar.
É indispensável que a sociedade tome consciência de que o transporte individual nas cidades é incompatível uma boa qualidade de vida. É importante que se renuncie à ideia falsa de conforto que o automóvel proporciona e ao seu uso como mero símbolo de status. Somente modos de transporte de massa, ou seja, os movidos a energia elétrica, como trens e metrô, podem resolver tais problemas (Suzana Kahn e Marcio D’Agosto). O uso do automóvel deverá ser dificultado ao máximo.
Planejamento urbano de qualidade é igualmente indispensável. Isto significa, entre outras medidas, concentrar serviços próximos ou entremeados com áreas residenciais, reduzindo a necessidade de deslocamentos, permitir escritórios de baixa movimentação de pessoas em áreas meramente residenciais, incentivar a implantação de escolas de qualidade em todos os bairros, descentralizar os pólos de negócio, de comércio e de finanças. Quanto mais tempo levarmos para a adoção dessas medidas, mais cara, demorada e dolorosa será a tentativa de reverter e tendência de colapso no sistema de transporte urbano.
05 junho 2010
NOSSA FAZ TEMPO, agora pode ser tarde!
Em Abril, marcou o 40º aniversario do primeiro "DIA DA TERRA", e com isso o início simbólico do movimento ambientalista. O evento foi à culminação de uma série de tendências que começaram nos anos 50 em que os cientistas começaram notar como a industrialização impactava o ecossistema da Terra. Então, em 1962, o livro inovador de Rachel Carson “Silent Spring”, que documentou os efeitos dos inseticidas no ambiente, causou uma sensação internacional e conduziu-a eventualmente à proibição do DDT nos Estados Unidos.
Em 1970, a preocupação com o crescimento populacional, a fome em massa, a poluição do ar e da água o grupo se uniu em um movimento para apoiar um ambiente mais limpo e saudável.
Tudo isto e mais esta no filme “Earth Days”, que foi mostrado em PBS’American Experience em 19 de abril Dirigido por Robert Stone o filme mostra não somente como o movimento verde começou, mas os sucessos e falhas desde o dia seminal em 1970.
“O que nós estávamos tentando fazer é criar uma consciência pública totalmente nova que causasse a mudanças das regras do jogo” disse Denis Hayes, coordenador nacional do Dia da Terra.
Hayes é um dos ativistas ambientais chaves de uma dúzia, entrevistados no documentário Miller-McCune.E com mais três deles pediu para avaliar o estado do ambientalismo em 2010
: • Paul Ehrlich foi o autor do livro best-seller “A bomba da população” em 1968 É atualmente o professor de estudos de população e presidente do “Centro de biologia da conservação na Universidade de Stanford”.
Stephanie Mills tornou-se famosa graças a um discurso de abertura 1969 do seu colégio, "O futuro é uma farsa cruel”.Ela é editora e escritora filiada ao “Planned Parenthood” e atualmente é uma defensora de bio-regionalismo, um movimento, dedicado a culturas sustentáveis e locais.
Denis Hayes era o organizador principal do dia de terra original. Desde então Incentiva a Energia Solar e continua a presidir o conselho da rede internacional do “Dia de terra”
04 junho 2010
Querem poupar as florestas, carnívoros...
Empresas que assumiram o compromisso com o MPF
Frigoríficos e exportadoras
- Ativo Alimentos
- Xinguara Indústria e Comércio
- Redenção Frigorífico do Pará
- Frigorífico Industrial Eldorado
- Agroexport - exportadora
- Frigorífico Rio Maria
- Boi Branco - exportadora
- Coopermeat
- Kaiapós Fabril e Exportadora
- Bertin - frigorífico
- Minerva - frigorífico
- Casfrisa Frigorífico Industrial de Castanhal
Termo de Ajuste de Conduta
- Cooperativa da Indústria Pecuária do Pará - Socipe
Termo de Ajuste de Conduta
- Frigorífico Centauro
Termo de Ajuste de Conduta
- Fripago - Frigorífico Paragominas
Termo de Ajuste de Conduta
- Matadouro e Marchantaria Planalto
Termo de Ajuste de Conduta
Curtumes
- Durlicouros
- Couro do Norte
Frigoríficos que ainda não assinaram o TAC
- Atlas Frigorífico SA
- B Comércio de Carnes e Frios Ltda
- Boi Bom Ltda
- Comercial de Carnes Barão Ltda
- D'Amazônia Indústria e Comércio Ltda
- Frigol Pará Ltda
- Frigopar Frigorífico e Indústria Ltda
- Frigor Atlas Ltda
- Frigorífico 3 Irmãos Ltda
- Frigorífico Altamira Ltda
- Frigorífico Campos Ltda ME
- Frigorífico Eldorado SA
- Frigorífico Extremo Norte Indústria Ltda
- Frigorífico Fama Ltda
- Frigorífico Industrial Altamira Ltda
- Frigorífico Pollux Ltda ME
- Frigorífico Serra Norte Ltda
- Frigorífico Sabará Ltda
- Frigorífico Simental
- Frigorífico Três Marias Ltda
- Frigoxin Comercial Ltda
- Frimaster Comércio de Alimentos Ltda
- JC Araújo Comércio de Alimentos Ltda
- Mafrinorte Matadouro e Frigorífico do Norte Ltda
- Matadouro Frigorífico do Baixo Tocantins Ltda
- Matadouro e Marchantaria Pollares Ltda
- MFI Assessoria e Desenvolvimento de Negócios Empresariais Ltda
- MJ Novaes de Lima & Cia Ltda
- MR Souza Júnior ME
- Novo Norte Alimentos Ltda
- Redenção Frigorífico do Pará Ltda
- Riocarnes Comércio de Alimentos Ltda
- Rosiel Sabá Costa
- Soberano Alimentos Ltda
- Solanio Rodrigues Monteiro ME
- Xinguara Comércio de Carnes Ltda
Empresas que atenderam à recomendação
Empresas que até abril de 2010 atenderam à recomendação do MPF de comprar carne apenas dos frigoríficos que assinaram o TAC.
- Pão de Açúcar
- Santos
- Bramil Supermercados
- Atacadão
- Mateus Supermercados
- Makarú Ind e Comércio
- Centro Sul
- Vicunha Têxtil
- Lopesco
- Roldão
- Carrefour
- Solabia
- F.C. Oliveira
- Sadia
- Bonanza Supermercados
- Nutron
- Asa Indústria e Comércio
- Raymundo da Fonte S.A:
- Wal-Mart
- Dilly Nordeste S.A
- Gelita do Brasil
- Del Monte
- Vulcabrás
- Barra Carnes
- Frangos Cearense
- Líder
- Ypê
- Vicunha
- Mauricea Alimentos
- Bompreço
- WMS
Empresas que responderam a recomendação com pedido de prorrogação de prazo
- Nordeste
- GR
- Formosa
- Rousselot
Empresas que responderam a recomendação afirmando que confiam nas garantias dos frigoríficos
- BBA
- Makro
- Comcarne
- Seara
23 março 2010
Falta de agua no planeta agua
Quero ver quanto tempo, os brasileiros das águas, que usamos até pra empurrar o lixo na calçada! Vai sentir a falta dela!Cultura é coisa que nem o Lula sabe como funciona e é o Lula.
Num é um dotorzinho qualquer.
Ele é maior que Deus no Senado (sarney)
O Mensalão é pouco....
Na terra do Sto. Carnaval que dura 4 meses.
Alguém acredita na transformação, sem mexer no bolso?
Boa sorte, sobrevivente...
08 janeiro 2010
A PIOR CRISE
Alain Touraine: As três crises
“Torna-se evidente que, no lugar de esperar o final da crise financeira e econômica, de um mês para outro nos encontramos diante de problemas econômicos e ecológicos fundamentais que exigem de todos um esforço muito difícil de conseguir. Temos que reconhecer que chegamos ao limite do possível tentando manter nosso modo de vida e nossos métodos de gestão financeira. A soma destes problemas nos situa indiscutivelmente frente a um perigo de catástrofe maior”, analisa Alain Touraine, sociólogo, em artigo publicado no jornal El País, 06-01-2010.
Segundo Touraine, “se tivéssemos que dizer hoje qual é o futuro mais provável, o agravamento das crises ou a concepção e a construção de um tipo novo de sociedade baseada no respeito dos direitos humanos da grande maioria, teríamos que responder sinceramente que a hipótese pessimista tem mais possibilidades de se realizar que a otimista, que deposita sua confiança na capacidade dos seres humanos para salvar seu próprio futuro”.
A tradução é de Vanessa Alves.
Eis o artigo.
Todos os países situados na zona de influência da Wall Street e a City estão ameaçados. Os Estados Unidos, endividados dos pés à cabeça, desde o Governo ao particular, se encontra em uma situação que alguns consideram sem saída. A City, que tem maior peso na economia britânica que a Wall Street na norte-americana, se viu afetada mais diretamente por causa, em particular, da importância das inversões internacionais da antiga potência imperial.
Chegamos ao limite do possível no nosso modo de vida e nossos métodos de gestão financeira. O pensamento ecológico dá um objetivo positivo de importância vital.
Ao mesmo tempo, para os países da zona euro, a vontade da China e Estados Unidos de manterem suas moedas, o yuan e o dólar, num nível baixo, subvalorizado, também representa uma ameaça direta, pois, inevitavelmente, ataca as exportações europeias.
Paralelamente aos problemas da economia, os da ecologia nos obrigam a tomar decisões muito difíceis. A grande conferência mundial de Copenhague nos deixou uma imagem inquietante sobre a dificuldade de fechar acordos. Dado que os Estados Unidos se mostraram decididos a não fazer nada além de esforços insuficientes, de novo é para a Europa que se pede um sacrifício suplementário. Os países pobres, ou muito menos ricos, exigem que os países do Norte paguem sua dívida -150.000 milhões anuais-, pois, durante anos e anos, somente eles emitiram gases de efeito estufa. O Norte se vê agora ameaçado a mudar seu modo de consumo muito rapidamente. Por outra parte, China concede pouca importância às opiniões do resto do mundo, pois segue extraindo a maior parte de sua energia de carbono. E o tempo passa. Daqui a 2020, teria que reduzir as emissões de CO2, não em 20%, mas em 30%, inclusive 50%, e a Europa teria que alcançar os 80% antes de 2050.
Assim, em poucas linhas, torna-se evidente que, no lugar de esperar o final da crise financeira e econômica, de um mês para outro nos encontramos diante de problemas econômicos e ecológicos fundamentais que exigem de todos um esforço muito difícil de conseguir. Temos que reconhecer que chegamos ao limite do possível tentando manter nosso modo de vida e nossos métodos de gestão financeira. A soma destes problemas nos situa indiscutivelmente frente a um perigo de catástrofe maior.
A isso se deve acrescentar uma terceira crise, a da ação política e, mais precisamente, da expressão política do descontento, as reivindicações e as denúncias. Quem é responsável pela crise? Certamente não se trata de uma crise social, ou seja, de uma crise que enfrenta duas categorias ou classes sociais, por exemplo. Uns pedem que os países do Norte paguem pelo comportamento de seus antepassados. Outros querem defender os interesses e direitos de nossos sucessores e daqueles que vivem - geralmente muito mal - em regiões do mundo distantes da nossa. Ao se estenderem ao longo de um espaço e um tempo quase ilimitados, os conflitos ultrapassam o mundo social; só se podem compreender pela sua oposição a um sistema financeiro e econômico que foi colocado fora do alcance de todas as intervenções sociais e políticas.
Uma oposição assim já não pode se fundamentar na defesa de certa categoria social; deve ter um caráter universalista, já que se trata de defender o conjunto da humanidade. Apelamos aos direitos humanos contra a globalização econômica. Cada vez falamos menos de interesses e mais de direitos. Tal é a transformação principal de nossa vida social. É tão profunda que nos custa percebê-la e, sobretudo, carecemos dos meios institucionais necessários para resolver nossos problemas. As ONGs podem substituir os partidos e os sindicatos? Seria paradoxal dizer que as organizações não governamentais podem substituir os Governos. As ONGs desempenham um papel importante na conscientização da população, mas esta deve dotar-se a si mesma de novos meios de ação propriamente políticos.
Esta maneira de abordar os problemas do nosso futuro não é a dos economistas; não estou certo de que seja a dos políticos, mas deve ser a dos sociólogos, para os quais uma situação é mais o resultado da ação de mulheres e homens que o efeito de umas forças econômicas que impõem à sociedade a procura racional do interesse como prioridade absoluta. No presente caso, isso é ainda mais claro que no geral. Pois, frente a forças econômicas não humanas, a resistência não pode vir da defesa de interesses específicos; só pode vir da súplica dos direitos universais que são pisoteados quando os seres humanos morrem de fome ou se veem privados do trabalho ou liberdade para que os financistas possam seguir aumentando seus benefícios.
Esse levante em nome da defesa dos direitos mais elementares e, portanto, mais universais, é a única maneira eficaz de se opor aos interesses dos financistas puros e duros. É pouco provável que tal levantamento seja produzido, porque a contradição, em minha opinião, entre financistas e cidadãos não parece capaz de proporcionar um objetivo concreto aos protestos populares. É o pensamento ecológico o que dá aos protestos o que eles não conseguem por si mesmos, um objetivo positivo de vital importância: salvar nossa atmosfera, impedir ou limitar as consequências das mudanças climáticas, que podem ser catastróficas.
Mas tudo isso é incerto, num momento em que acaba de fechar o que se chamou “conferência da última oportunidade”. Num futuro próximo, nos dez próximos anos, corremos o perigo de ser vítimas de novas crises econômicas, de um agravamento do risco ecológico e de uma confusão política cada vez maior.
Se tivéssemos que dizer hoje qual é o futuro mais provável, o agravamento das crises ou a concepção e a construção de um tipo novo de sociedade baseada no respeito dos direitos humanos da grande maioria, teríamos que responder sinceramente que a hipótese pessimista tem mais possibilidades de se realizar que a otimista, que deposita sua confiança na capacidade dos seres humanos para salvar seu próprio futuro.
Deve-se deduzir uma implosão dos centros econômicos que dominam a vida econômica do mundo há vários séculos? Se os europeus se deixam avassalar pelo eixo chino-estadunidense, que se opõe à reavaliação do yuan e do dólar, este cenário não é impossível.
E assim chegamos à nossa hipótese central: a construção de um novo tipo de sociedade, de atores e Governos, depende antes de mais nada de nossa consciência e de nossa vontade, ou, mais simples ainda, de nossa convicção de que o risco de que se produza uma catástrofe é real, próximo de nós e de que, portanto, temos que agir necessariamente. Mas esta convicção não se forma por si mesma em cada ser humano. Nossos representantes políticos, do mais alto nível, discutem sobre ela e imaginam o que pode acontecer em 2020 o em 2050, numa linguagem que não dá conta suficiente da urgência das decisões a tomar.
Encontramo-nos perante três crises que se reforçam mutuamente e nada nos garante hoje que seremos capazes de encontrar uma solução para cada uma delas. Em outros termos, em vez de sonhar de forma irresponsável com uma saída para a crise que costuma se definir, muito alegremente, em função da retomada dos benefícios dos bancos, devemos tomar consciência da necessidade de renovar e transformar a vida política para que esta seja capaz de mobilizar todas as energias possíveis contra ameaças que são mortais.
(IHU-On line)
28 dezembro 2009
Como eu sei que a China destruiu o acordo de Copenhaguem? Eu estava na sala
Mark Lynas
Copenhaguem foi um desastre. Nisso todos estão de acordo. Mas a verdade sobre o que realmente aconteceu está sob o risco de ser perdida no meio da confusão e das inevitáveis recriminações mútuas. A verdade é esta: a China destruiu as conversações, humilhando intencionalmente Barack Obama, e insistiu numa "barganha" horrorosa, de modo que os líderes ocidentais partissem carregando a culpa. Como eu sei disso? Porque eu estava na sala e vi o que aconteceu.
A estratégia da China era simples: bloquear as negociações por duas semanas e, em seguida, garantir que o negócio a portas fechadas fizesse parecer como se o Ocidente tivesse falhado aos pobres do mundo mais uma vez. E com certeza, as agências de desenvolvimento, os movimentos da sociedade civil e os grupos ambientalistas todos morderam a isca. O fracasso foi "o resultado inevitável de países ricos recusarem-se a honrar de forma adequada e justa sua imensa responsabilidade", disse a Christian Aid. "Os países ricos têm intimidado os países em desenvolvimento", irritou-se os Amigos da Terra Internacional.
Tudo muito previsível, mas o contrário da verdade. Mesmo George Monbiot, escrevendo no Guardian de ontem, cometeu o erro de culpar Obama individualmente. Mas eu vi Obama lutar desesperadamente para salvar um acordo, e o delegado chinês dizendo "não", de novo e de novo. Monbiot chegou mesmo a citar com aprovação o delegado sudanês Lumumba Di-Aping, que denunciou o acordo de Copenhague como "um pacto de suicídio, um pacto de incineração, a fim de manter o domínio economico de alguns países".
O Sudão se comportou nas negociações como um fantoche da China, um de uma série de países que aliviou a delegação chinesa de ter de lutar suas batalhas em sessões abertas. Foi uma costura perfeita. A China esquartejou o acordo nos bastidores, e então deixou seus representantes para esvicera-lo em público.
Agora conto o que realmente aconteceu tarde da noite na ultima sexta-feira, quando chefes de estado de duas dezenas de países se reuniram a portas fechadas. Obama estava na mesa por várias horas, sentado entre Gordon Brown e o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi. O primeiro-ministro dinamarquês presidiu, e à sua direita sentava Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. Apenas 50 ou 60 pessoas estavam na sala provavelmente, incluindo os chefes de Estado. Eu estava ligado a uma das delegações, cujo chefe de Estado também esteve presente na maior parte do tempo.
O que vi foi profundamente chocante. O premier chinês, Wen Jinbao, não se dignou a participar nas reuniões pessoalmente, ao invés enviou um oficial de segundo escalao do seu Ministério das Relações Exteriores para se sentar na frente do proprio Obama. O desprezo diplomático era óbvio e brutal, como era sua implicação prática: várias vezes durante a sessão, os mais poderosos chefes de estado do mundo foram obrigados a esperar enquanto o delegado chinês saia para fazer chamadas de telefone aos seus "superiores".
Transferindo a culpa
Para aqueles que culpam Obama e os países ricos em geral, saibam disto: foi o representante da China que insistiu que as metas dos países industrializados, previamente acordada, uma redução de 80% até 2050, fosse removida do acordo. "Por que não podemos sequer mencionar os nossos próprios objetivos?" exigiu uma furiosa Angela Merkel. O Primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, estava irritado o suficiente para bater no seu microfone. O representante do Brasil também apontou a incoerência da posição da China. Por que países ricos não deveriam ainda anunciar este corte unilateral? O delegado chinês disse que não, e eu assisti, horrorizado, como Merkel levantou as mãos em desespero e jogou a toalha. Agora sabemos o porque - porque a China apostou, corretamente, que Obama levaria a culpa pela falta de ambicao no acordo de Copenhaguem.
A China em seguida, apoiada por vezes pela Índia, começou a remover todos os números que importavam. Um ano pico das emissões globais definido como 2020, meta essencial para conter a temperatura a 2C, foi removido e substituído por linguagem frouxa, sugerindo que o pico das emissões deveriam ocorrer "tao rapido quanto possível". A meta de longo prazo, de corte global de 50% em 2050, também foi extirpada. Ninguém mais, talvez com exceção da Índia e da Arábia Saudita, queria que isso acontecesse. Estou certo de que se os chineses não tivessem estado na sala, teríamos deixado Copenhaguem com um acordo que teria feito ambientalistas espoucar rolhas de champanhe em cada canto do mundo.
Posição forte
Então como é que a China conseguiu aplicar este golpe?
Primeiro, ela estava em uma posição extremamente forte de negociação. A China não precisava de um acordo. Como disse-me um ministro das Relacoes Estrangeiras de um país em desenvolvimento: "Os atenienses não tinham nada a oferecer para os espartanos. Por outro lado, os líderes ocidentais, em particular - mas também os presidentes Lula, do Brasil, Zuma, da África do Sul, Calderón, do México e muitos outros - estavam desesperados por um resultado positivo. Obama precisava de um acordo muito forte, talvez mais do que ninguém. Os USA confirmaram a oferta de US $ 100 bilhões aos países em desenvolvimento para a adaptação, e colocaram por primeira vez cortes serios na mesa (17% abaixo dos níveis de 2005 até 2020), e estavam, obviamente, preparados para aumentar sua oferta.
Acima de tudo, Obama precisava ser capaz de demonstrar ao Senado que ele poderia controlar a China em qualquer quadro de regulação do clima global, de forma que os senadores conservadores não pudessem argumentar que as reduções de carbono dos USA iria resultar em ainda maior vantagem para a indústria chinesa. Com as eleições de meio termo se aproximando, Obama e sua equipe também sabiam que Copenhaguem seria provavelmente a única oportunidade de atender as negociações sobre as alterações climáticas com um mandato forte. Isso reforçou o poder de bardganha a China, assim como a completa falta de pressão política da sociedade civil tanto na China quanto na Índia. Grupos ativistas nunca culpam os países em desenvolvimento por fracassos; esta é uma regra de ferro, que nunca é quebrada. Os Indianos, em particular, tornaram-se mestres no passado em cooptar a língua da eqüidade ( "a igualdade de direitos pela atmosfera") no serviço do suicídio planetario - e nisso os militantes e articulistas de esquerda são feridos com seus próprios petardos.
Com o acordo esquartejado, a sessão dos chefes de estado concluiu com uma batalha final, com o delegado chinês insistindo em retirar o alvo 1.5C algo tão querido pelos pequenos Estados insulares e baixas nações que mais têm a perder com a elevação dos mares. O presidente Nasheed das Maldivas, apoiado por Brown, lutou bravamente para salvar esse número crucial. "Como você pode pedir ao meu país para se extinguir?" exigiu Nasheed. O delegado chinês fingiu grande ofensa - mas o número ficou, entretanto cercado de linguagem que fala tudo, menos lhe da sentido. O ato foi consumado.
O Jogo da China
Tudo isto levanta a questão: qual é o jogo da China? Por que a China, nas palavras de um analista sediado no Reino Unido, que também passou horas em reuniões de chefes de Estado, "não só rejeita metas para si, mas também se recusa a permitir que qualquer outro país assuma metas obrigatórias?" O analista, que participa das conferências de clima ha mais de 15 anos, conclui que a China quer enfraquecer o regime de regulação do clima agora", a fim de evitar o risco de vir a ser chamada a ser mais ambiciosa dentro de alguns anos".
Isso não significa que a China não seja séria sobre o aquecimento global. Ela é forte tanto nas indústrias de energia eólica quanto solar. Mas o crescimento da China, e sua crescente dominação política e econômica mundial, baseia-se em grande medida no carvão barato. A China sabe que está se tornando uma superpotência inconteste, na verdade a sua recem descoberta confiança muscular estava em impressionante exibição em Copenhague. Sua economia baseada no carvão dobra a cada década, e aumenta seu poder de forma proporcional. Sua liderança não irá alterar essa fórmula mágica, a menos que seja absolutamente necessário.
Copenhague foi muito pior do que apenas outro mau negócio, porque ilustra uma profunda mudança na geopolítica global. Esse está se tornando rapidamente o século da China, entretanto sua liderança demonstrou que a governança ambiental multilateral não só não é uma prioridade, mas é vista como um empecilho para a liberdade de ação da nova superpotência. Deixei Copenhague mais desamparado do que me sentia em muito tempo. Depois de toda a esperança e toda a agitacao, a mobilização de milhares de pessoas, uma onda de otimismo espatifou-se contra a rocha do poder na política mundial, caiu para trás, e esvaziou-se.
23 dezembro 2009
Cidadania e escada de pexe,
Eis a questão, quem pode dar a opinião...
BOAS FESTAS....

Rodolfo Salm defende que, apesar de disputas sobre os detalhes, o aquecimento global é inquestionável
Hidrelétrica de Belo Monte, Convenção do Clima em Copenhague, política e meio ambiente. Estes foram os temas da entrevista que a IHU On-Line realizou, por e-mail, com o professor da Universidade Federal do Pará, Rodolfo Salm. Ele acredita que “o efeito mais devastador destas grandes barragens projetadas para a Amazônia é que elas estão desencadeando uma fortíssima onda de imigração humana para esta região, movida pelas falsas promessas de desenvolvimento, das dezenas de milhares de empregos temporários criados, e do aprimoramento da infraestrutura”. Salm fala sobre a construção da hidrelétrica de Belo Monte e considera que são infinitas as mentiras envolvidas na obra. “É mentira que o país precisa desta energia para evitar apagões e mover ventiladores pelo país”. E continua: “Também é mentira que a energia das hidrelétricas é limpa, porque, além dos desmatamentos, o próprio lago podre gera uma quantidade imensa de gases ultrapoderosos sob o ponto de vista do aquecimento global, causando um efeito comparável ou até pior do que termelétricas de potência equivalente”.
Ao relacionar Belo Monte com a ditadura militar, Rodolfo Salm argumenta que “a democracia chegou às grandes cidades onde se fala e se escreve o que quiser sem problemas. Mas nós do Xingu ainda vivemos o período totalitário, já que quando se resolve transformar completamente toda esta região com a construção dessa hidrelétrica, são realizadas audiências públicas por aqui, como manda a constituição, mas elas são totalmente ignoradas. Independente de tudo o que falamos, estão tentando empurrar esta obra maldita garganta abaixo, contrariando a promessa feita pelo presidente Lula aos movimentos sociais”.
Rodolfo Salm é PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, Inglaterra, e formou-se em Biologia pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor da Universidade Federal do Pará, onde desenvolve o projeto Ecologia e Aproveitamento Econômico de Palmeiras. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas, atuando principalmente no estudo da dinâmica natural e da conservação das florestas tropicais.
Confira a entrevista.
Quais os efeitos mais devastadores das barragens dos rios amazônicos, tanto do ponto de vista ambiental quanto para as populações ribeirinhas e os povos indígenas?
Rodolfo Salm - Os efeitos são os mais diversos. Mas sob o ponto de vista global, da humanidade como um todo, acredito que o efeito mais devastador destas grandes barragens projetadas para a Amazônia é que elas estão desencadeando uma fortíssima onda de imigração humana para esta região, movida pelas falsas promessas de desenvolvimento, das dezenas de milhares de empregos temporários criados, e do aprimoramento da infraestrutura. Esta onda migratória, que também vai sendo abandonada pela indústria também migratória de construção de grandes hidrelétricas, uma vez desamparada, inevitavelmente recorrerá à espoliação da mata. Como os colonizadores sempre fizeram por aqui. O que terminará por reduzir a última grande floresta tropical do planeta em um punhado de fragmentos de florestas degradadas. É claro que há uma série de outros efeitos, que são mais rapidamente sentidos pelos que moram na região das barragens como contaminação da água, o extermínio de comunidades de peixes, o aumento da criminalidade e vários outros problemas sociais. Num dos vários encontros que tivemos este ano com os atingidos por barragens, conheci um pai que viu seu filho morrer em poucas horas junto com outras várias crianças das proximidades do lago de Tucuruí, devido a uma peste que se alastrou na época da formação do lago, transmitida por mosquitos – o que fez com que ele se engajasse na luta contra as barragens. Então, sob o seu ponto de vista, o mais devastador foi a multiplicação de pragas e doenças que inevitavelmente aparecem aos montes com a degradação ambiental generalizada. Sob o ponto de vista da biodiversidade global, no caso de Belo Monte, seria a extinção na natureza do acari-zebra, uma belíssima espécie de peixe ornamental, listrada de branco e preto como o seu nome sugere, encontrada apenas nas corredeiras da Volta Grande do Xingu, e em nenhum outro lugar do mundo, e que seriam totalmente destruídas no caso da construção da barragem. Seja por ficarem permanentemente inundadas ou sempre secas, dependendo de sua posição em relação ao barramento principal do rio. Então esta questão de quais os efeitos mais devastadores, depende totalmente do ponto de vista considerado.
Quais as principais “mentiras” que envolvem a construção da hidrelétrica de Belo Monte?
Rodolfo Salm - São infinitas mentiras. Claro, como acontece com qualquer estória mentirosa em que uma puxa a outra. É mentira que o país precisa desta energia para evitar apagões e mover ventiladores pelo país. Apesar do povo brasileiro como um todo assumir o risco e pagar a conta da construção da barragem através do comportamento insano do BNDES, a energia gerada ficará no estado do Pará, para o uso da indústria mineradora exportadora, que avança por todo o território amazônico, que emprega pouco e destrói muito, extraindo materiais que serão convertidos em bugigangas e lixo em várias partes do mundo. Esta pilhagem é perfeitamente análoga àquela já feita em tempos históricos, com o pau-brasil, o ouro, as peles de animais etc. Então é mentira chamar isso de “desenvolvimento”. Hoje, na Amazônia, vivemos mais do que nunca a velha economia colonial baseada na exploração da mão-de-obra (semi) escrava (quando não escrava de fato), o latifúndio e a monocultura, seja de carne bovina, madeira roubada da floresta primária ou de energia elétrica, apontada como a única opção para o desenvolvimento de Altamira. Também é mentira que a energia das hidrelétricas é limpa, porque, além dos desmatamentos, o próprio lago podre gera uma quantidade imensa de gases ultrapoderosos sob o ponto de vista do aquecimento global, causando um efeito comparável ou até pior do que termelétricas de potência equivalente.
Que relação pode ser estabelecida entre o projeto de Belo Monte e a ditadura militar no Brasil? Qual a importância política de lutar contra Belo Monte?
Rodolfo Salm - Como bem disse o professor Oswaldo Sevá , Belo Monte é um projeto da ditadura militar, que ainda não acabou. É “a maior de todas as roubalheiras do grupo chefiado pelo último presidente eleito pelo Colégio Eleitoral”. Algumas das grandes empreiteiras que, através de todo tipo de propinas e ilegalidades pretendem hoje viabilizar a construção desta barragem, são as mesmas que ajudaram a financiar a repressão policial militar no Brasil nos anos da ditadura. É o grupo de José Sarney, com seus tentáculos dentro do governo como o Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, e que também banca a campanha da Dilma Rousseff. É como se o fim da ditadura não tivesse acontecido de fato em todo o país. A democracia chegou às grandes cidades onde se fala e se escreve o que quiser sem problemas. Mas nós do Xingu ainda vivemos o período totalitário, já que quando se resolve transformar completamente toda esta região com a construção dessa hidrelétrica, são realizadas audiências públicas por aqui, como manda a constituição, mas elas são totalmente ignoradas. Independente de tudo o que falamos, estão tentando empurrar esta obra maldita garganta abaixo, contrariando a promessa feita pelo presidente Lula aos movimentos sociais. Exatamente da mesma forma como provavelmente aconteceu com a hidrelétrica de Três Gargantas, no Rio Yangtzé, na China, onde a falta de democracia é tão criticada por aqui.
Como o senhor avalia a postura do governo federal e do ministro Carlos Minc na condução das demandas ambientais de forma geral em nosso país?
Rodolfo Salm - Desde o começo do primeiro mandato de Lula, o seu governo foi uma decepção sob o ponto de vista do meio ambiente. Não que tenha sido pior que o governo anterior, do PSDB, que também foi um desastre completo. Mas, em 2003, tínhamos alguma esperança de mudança, no meu caso, baseada no projeto de programa de governo para a área ambiental criado pela equipe da então senadora Marina Silva. Diziam que seria feito um mutirão de reflorestamento da Amazônia, transformando o arco-do-desmatamento em um “arco-do-reflorestamento”. A ideia é fantástica. Além de simples, viável, geraria riquezas e milhões de empregos. Mas nunca mais ouvi falar disso depois da posse. E a Marina se perdeu em uma série de questões menores como a infrutífera batalha contra os transgênicos. A questão dos desmatamentos, caindo nas mãos dos tecnocratas de sempre, que acreditam que a única salvação para a floresta tropical é fazer com que ela se pague economicamente. E isso não é possível. Acho o Minc uma figura desprezível. Um fantoche, colocado na posição de ministro com a tarefa pré-determinada de conceder o licenciamento de Belo Monte. A conclusão é inevitável diante da sua atitude covarde de sequer dar as caras nos debates em que estamos tentando fazer sobre esta barragem de proporções catastróficas. Já está pré-determinado que ele concederá a licença de Belo Monte. Tudo o mais que ele faz é bobagem, ou café-pequeno, ele se envolve na defesa de causas polêmicas para tirá-lo do foco principal, que é a concessão da licença. Então não vale a pena esperar nada dele ou considerar o que fala.
Qual a importância da realização da Conferência do Clima em Copenhague? Qual a novidade que essa edição do evento traz em relação às anteriores? Como avalia as discussões até o momento?
Rodolfo Salm - Em princípio, eu diria que nenhuma. Porque não adianta se deter aos detalhes da participação do Brasil ou de qualquer um dos outros países em encontros sobre o clima enquanto não se reconhecer que este sistema de produção e consumo em que vivemos e louvamos como se fosse algo fundamental para a vida, na verdade é impraticável sob o ponto de vista da sobrevivência da nossa espécie. E não há qualquer sinal, por exemplo, de que algum dos participantes destas convenções falaria contra a construção de grandes barragens na Amazônia devido a sua grande contribuição potencial para o efeito estufa - convenientemente convencidos que estão de que esta seria uma “energia limpa”. Então, sinceramente não presto muita atenção a encontros como este. Mesmo porque esta meta de manter o aquecimento global em “apenas” 2 graus Celsius durante este século me parece ridícula. Isso provavelmente seria suficiente para devastar o que restar de vegetação aqui na da nossa região do Xingu. Por outro lado, vale a pena comentar o roubo de e-mails da Unidade de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, e a divulgação de fragmentos destas mensagens roubadas em contextos distorcidos, por céticos quanto à importância da contribuição humana para o efeito estufa, para sugerir que o aquecimento global é uma fraude científica – que chegaram a ser amplamente divulgados no Brasil. O ato de recorrer a roubo e fraude a poucos dias da Conferência do Clima na tentativa de desmoralizar a ideia do aquecimento global parece uma atitude desesperada, de quem está preocupado com os seus resultados. Então pode ser que realmente seja relevante. Aliás, quanto à suposta fraude nos dados climáticos, que ninguém se iluda com isso. São várias as linhas de pesquisa, totalmente independentes, que apontam para o impacto das nossas atividades sobre o clima do planeta. Apesar de disputas sobre os detalhes, o aquecimento global é inquestionável.
Quais suas expectativas em relação à candidatura de Marina Silva à presidência do Brasil nas eleições de 2010?
Rodolfo Salm - Nenhuma. No princípio, achei interessante quando ela se desligou do PT declarando a incompatibilidade das suas ideias com a postura do partido diante da questão ambiental, e saiu candidata a presidente. Mas logo me decepcionei com as suas declarações ambíguas quanto à construção das hidrelétricas na Amazônia. Como escrevi recentemente, é revoltante que Marina Silva siga defendendo estas grandes obras “desde que prevejam programa de desenvolvimento sustentável”, se os programas de desenvolvimento sustentável que ela tentou implementar, todos fracassaram. Com esta postura entreguista, pode-se dizer que ela traiu os índios e ribeirinhos que supostamente representaria. Algumas pessoas ligadas a ela me escreveram chamando atenção ao fato de que Marina defendeu as hidrelétricas exatamente da forma como suas palavras foram divulgadas pela jornalista do site Amazônia. É verdade. Mas quando perguntada sobre Belo Monte, ela gaguejou, tropeçou e se manifestou de forma tão ambígua e titubeante que seria até difícil transcrever precisamente o que ela disse. De toda forma, o erro não está nas palavras específicas ditas ou não por ela, mas na atitude de não condenar abertamente este projeto criminoso. Talvez não pudesse ser diferente, todo o seu discurso de desenvolvimento sustentável é furado e para concorrer à presidência, ela teve que se filiar ao Partido Verde, do filho de José Sarney, que, como já dito, é responsável pela articulação política para viabilizar a barragem.